| Empréstimos e financiamentos |
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| Publicado em 04-Out-2007 | Artigos | |
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Neste momento surge a dúvida: qual é a melhor opção de financiamento? Qual é o empréstimo com os menores juros? Quais são os cuidados na hora de recorrer a essas ferramentas? Para esclarecer os questionamentos, leia abaixo a entrevista com a economista da CNDL, Suzanne Bouchardet. 1. Quais são os tipos de financiamento indicados para o comércio varejista? Podemos diferenciar o crédito disponível para as empresas varejistas em duas modalidades principais: crédito para investimento e crédito para capital de giro. Normalmente as linhas de crédito destinadas ao financiamento de investimento têm prazos mais longos e juros mais baixos, pois é preciso contar com o prazo de maturação do investimento, que é o prazo necessário para que a empresa comece a ter retorno do capital investido. As linhas de crédito para investimento são mais baratas, mas normalmente exigem garantia real e aval do investidor. Já as linhas para capital de giro são diversas e variam de banco para banco. As mais comuns são as linhas de crédito para desconto de duplicatas, desconto de cheques pré-datados, capital de giro rápido, etc. Normalmente são caras. Os juros cobrados nessa modalidade de crédito variam de banco para banco e dependem muito do tamanho da empresa e da contrapartida que esta oferece ao banco na aquisição de outros produtos, como seguros, etc. Normalmente a garantia exigida é o aval dos sócios da empresa. 2. Quais são os cuidados necessário antes de recorrer a este tipo de empréstimo? É necessário analisar com cuidado o custo do financiamento. Em geral, as taxas de juros são muito elevadas e pode não valer a pena, dependendo da atividade. Vai depender da lucratividade do negócio. 3. Para que situação é recomendada utilização de um empréstimo? Depende, se a empresa planeja investir, e acredita que o investimento vai dar um bom retorno, é o caso de se pensar em financiar esse investimento, até para não descapitalizar a empresa. Investimentos, normalmente, exigem grandes desembolsos no curto prazo e os retornos são de médio e longo prazo. Isso pode provocar problemas de fluxo de caixa na empresa e, nesses casos, o financiamento é bem vindo, desde que o custo do crédito seja compatível com o retorno esperado do investimento. Aí vem o mais importante: antes de investir é fundamental que se faça uma boa análise do investimento. Os financiamentos de capital de giro seguem uma lógica parecida. É necessário analisar se o custo do crédito é compatível com a lucratividade do negócio. Se for, ótimo, senão, o financiamento pode resolver um problema de curto prazo, mas, certamente vai virar uma dor de cabeça no futuro. Fonte.: Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas |
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